20 de mai de 2012

Robôs de DNA irão transportar anticorpos para células doentes

por Andressa Basílio
O combate ao câncer e a doenças autoimunes, como diabetes e esclerose múltipla, deve ganhar um pequeno aliado que fará grande diferença na chance de cura. Estudiosos do Instituto de Pesquisas Biofísicas de Harvard estão desenvolvendo um nanorrobô feito de DNA dobrado que será capaz de transportar anticorpos até as células doentes do corpo e, assim, estimular sua autodestruição.

Os pesquisadores usam uma nova tecnologia batizada de origami de DNA. Assim como a dobradura japonesa, fitas de nosso código genético são quimicamente combinadas de modo a formar um nanorrobô em formato de concha. Dentro dele, são colocados anticorpos que viajam pela corrente sanguínea. Ao se deparar com uma célula danificada, a concha se abre, liberando anticorpos previamente selecionados de acordo com o tipo de doença que se quer atingir.

Uma das vantagens do tratamento é não matar células saudáveis. “As chances de sucesso são maiores e os efeitos colaterais quase inexistentes”, diz Shawn Douglas, um dos coordenadores da pesquisa.

Futuramente, os robôs também poderão transportar medicamentos até as células doentes. Mas há pelo menos 10 anos de estudos à frente até que a tecnologia chegue ao mercado. “Nosso maior desafio é evitar que o organismo se defenda e combata o nanorrobô”, diz Douglas. Se tudo ter certo, em vez de químicos pesados, nosso próprio sistema imunológico poderá nos defender. Não contavam com sua astúcia.
.Editora Globo
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fonte: http://revistagalileu.globo.com

19 de mai de 2012

Plásticos podem causar danos à saúde humana

FOTO SPL DC/ LATINSTOCK
FOTO CORBIS / VEER
FOTO FANCY PHOTOGRAPHY / VEER

É crescente o número de substâncias químicas, presentes em plásticos, suspeitas de atuar como hormônios artificiais ou de interferir no sistema endócrino, levando a doenças e disfunções em adultos e crianças e a malformações em embriões. A questão desperta grande preocupação porque os plásticos são virtualmente onipresentes na vida humana contemporânea, sendo empregados na fabricação de uma infinidade de produtos, muitos deles destinados a crianças ou a hospitais.

Em mulheres, a exposição a agentes artificiais que imitam o hormônio feminino natural (estrogênio) é o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças como endometriose e câncer (de mama e de útero). Já a exposição de homens adultos a essas substâncias também pode causar câncer, além de levar à impotência ou induzir crescimento de mamas (ginecomastia) e redução do desejo sexual, dos níveis de hormônio masculino (androgênio) no sangue e do número de espermatozoides.
Substâncias artificiais quimicamente muito diferentes agem como interferentes no sistema hormonal. Por isso, é difícil predizer se um material apresentará essa propriedade a partir de sua estrutura química.
O dicloro-difenil-tricloroetano, inseticida conhecido pela sigla DDT, largamente utilizado por décadas e hoje de uso banido na agricultura, foi o primeiro produto químico artificial em que a atividade hormonal foi identificada. Ainda em 1949, foi relatado que homens que pilotavam os aviões usados para aplicar esse inseticida nas plantações apresentavam baixas contagens de espermatozoides. Desde então, outros compostos químicos que afetam o sistema hormonal humano foram descobertos.

Suspeitas crescentes

Os efeitos dos compostos presentes nos plásticos no organismo humano ainda estão sendo investigados, mas suspeita-se que eles tenham participação relevante em problemas de saúde que vêm se tornando mais frequentes na população mundial nas últimas décadas.
De 1990 a 2005, constatou-se um aumento de 19% na incidência mundial de câncer, doença responsável hoje por mais de 12% das mortes no planeta: estima-se que os vários tipos de câncer vitimem mais de sete milhões de pessoas por ano. No Brasil, os cânceres representam a segunda principal causa de mortes de mulheres e a terceira, no caso dos homens. Em 2009, segundo dados do Ministério da Saúde, 172.255 pessoas morreram de câncer no Brasil, o que representou 15,6% do total de mortes no país.
Estudos epidemiológicos também têm revelado que, nos últimos 60 anos, em alguns países, em especial os desenvolvidos, e principalmente na Europa, a contagem média de espermatozoides (por indivíduo) caiu à metade e que dobrou a incidência de malformações do sistema reprodutivo masculino em recém-nascidos.
Em relação às malformações congênitas, avalia-se que, em média, entre 3% e 5% das crianças nascem, no mundo, com esse tipo de problema. No Brasil, as malformações foram, em 2009, a segunda causa de falecimento de crianças até um ano: 18,3% do total de 7.817 mortes naquele ano. Entre 20% e 25% dessas malformações são atribuídas a causas genéticas, mas com frequência as causas não são identificadas. No entanto, pesquisas têm evidenciado que diversas anomalias congênitas em animais de laboratório e em seres humanos são provocadas por exposição a alguns compostos químicos artificiais, como bisfenol A, ftalatos e alquilfenóis.

Componente tóxico

Por muitos anos, o bisfenol A (BPA) tem sido uma das substâncias químicas de maior produção ao redor do mundo. É empregado na fabricação de diversos plásticos, presentes em muitos itens, inclusive mamadeiras, garrafas de água mineral, selantes dentários, latas de conserva, tubos para água, CDs e DVDs, impermeabilizantes de papéis e tintas. Todos esses materiais, ao sofrer a ação de processos físicos ou químicos, liberam bisfenol A em alimentos, em bebidas e no ambiente.

FOTO SPL DC/ LATINSTOCK
FOTO RUTH JENKINSON/ GETTYIMAGES
FOTO CORTNEY BODNAR/GETTYIMAGES

Essa substância, de reconhecida atividade hormonal, foi detectada, por exemplo, na saliva de pacientes tratados com selador dentário à base de resina derivada do BPA (uma hora após o tratamento e em quantidades suficientes para estimular a proliferação de células de câncer de mama), em mamadeiras de plástico (policarbonato) e sob condições semelhantes às do uso normal, em líquidos de latas de conservas de alimentos revestidas por resina contendo BPA (que também estimularam a proliferação das células de câncer de mama), em amostras de leite e na água mineral acondicionada em galões de policarbonato, entre muitos outros itens.
Pesquisa baseada na análise de fluidos corporais, nos Estados Unidos, encontrou o BPA em 95% das amostras e levou os pesquisadores a concluir que “a frequente detecção da substância sugere que os habitantes estão amplamente expostos a ela”. Os autores destacaram que as concentrações de BPA em fluidos corporais humanos são pelo menos mil vezes superiores às concentrações necessárias para a ocorrência dos efeitos em células descritos em estudos científicos
Esses resultados, segundo os autores do estudo, indicam que a substância já deve estar provocando amplos efeitos biológicos em humanos. Particularmente preocupantes são os elevados níveis de BPA detectados em cordões umbilicais, no soro materno durante a gravidez e no fluido amniótico uterino durante o período de maior sensibilidade do feto aos efeitos danosos dos interferentes hormonais.

http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2012/292

18 de mai de 2012

Cientistas testam quais gostosuras oferecem riscos à saúde depois de caídas no chão

Créditos: Shutterstock
 
Editora Globo


Você conhece a regra dos 5 segundos? Aquela que diz que, se você derrubar comida no chão e pegar de volta, antes de completar 5 segundos, você pode comer em segurança?

Bom, se você usa essa regra como lei fundamental na sua vida, é melhor começar a rever seus conceitos, caro leitor. Um recente estudo da Universidade Metropolitana de Manchester decidiu alertar os gulosos que mantêm essa prática.

Foram realizados cinco testes: pão com geléia, macarrão cozido, uma fatia de presunto, uma bolacha e frutas secas. Cada um deles foi deixado no chão em intervalos de três, cinco e dez segundos. Esses alimentos foram escolhidos porque o nível de água presente em suas composições é diferente – e a água é um fator determinante para o crescimento de bactérias.

Os resultados provaram que alimentos com alto teor de sal ou açúcar, como a maioria dos processados, tem menos chance de pegar bactérias em um período de tempo tão curto. O presunto (com alto teor de sal), o pão doce e a geléia foram considerados seguros, com poucos indícios de bactérias, depois de retirados do chão após três segundos. O alto teor de açúcar da geléia tornou a fatia de pão um terreno ruim para a proliferação de bactérias.

Já as frutas secas e o macarrão cozido, foram reprovados no teste! Ambos apresentaram a klebsiella, bactéria conhecida por causar uma série de doenças e infecções.

É caro leitor, se você imaginava que a fatia de presunto e os alimentos umedecidos eram os preferidos dos germes e bactérias, estava enganado! Nesse caso, o que os protege, é o sal e os nitratos. A bolacha também se saiu bem em todos os testes devido ao seu baixo nível de água e capacidade de adesão.

Conclusão: alimentos produzidos para suportar guerras nucleares (processados e embalados), são mais seguros e possuem maiores índices de sal e açúcar. Como o presunto que, historicamente, foi feito para aguentar longos períodos sem refrigeração.

Fonte:http://revistagalileu.globo.com

Nasa estima que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira (16) que 4.700 asteroides podem ser potencialmente perigosos para a Terra, segundo dados da sonda WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que analisa o cosmos com luz infravermelha.

Nasa estima que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra (Foto: Nasa)Nasa estima que 4.700 asteroides podem ser perigosos para a Terra (Foto: Nasa)
 
A agência informou que as observações da WISE permitiram a melhor avaliação da população dos asteroides potencialmente perigosos de nosso sistema solar. Esses asteroides têm órbitas próximas à Terra e são suficientemente grandes para resistir à passagem pela atmosfera terrestre e causar danos se caírem no nosso planeta.

Leia a matéria completa:http://g1.globo/nasa